Ah! Nada mais clichê que um último bocado de bobagem escrita! E não é que eu gosto desse negócio de livre-associação?!
Nada de balanços do que passou, nem de expectativas para o próximo dia (expectativas são ruins: isso é uma idéia fixa que me persegue, aí está minha ruína). Hoje me sinto feliz em simplesmente estar vivo, e acho que é a primeira vez que sinto conscientemente isso. Nada mais, é tudo isso.
Mais 6 meses e começa a metade do meu calvário, e o início da minha estadia no purgatório (e eu nem sei se esses conceitos religiosos estão certos). Mas o que seja, ainda quero entender e descobrir-me, talvez só para isso serve uma vida. Sentir-se, mas às vezes sem essas racionalizações vazias. Sentir-se. Sentir. Câmbio, adieu!
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Solstício
E ele se aproxima do nosso vasto país tropical. Os rapazes com os ânimos exaltados e com as bocas secas em um final de dia que nem noite ainda é, e o mulherio com suas saias floridas esvoaçantes e doces perfumes. Uma, duas, três cervejas.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Melpômene
Tem uma ao meu lado. Mas essa não é uma das minhas, é apenas (mais) uma das belas garotas pelas quais nos apaixonamos (já dizia o nosso grande amigo Joel). Sem mais nem menos deixamos de ser levados conscientemente e nossos olhos se guiam sozinhos, como se não precisassem de mais nada além do ponto de nosso interesse. E que raios de interesse é esse? E porque é que eu não tento nada mais além? Talvez seja um medo recalcado que algumas delas já me provocaram (mas daí lembro do sábio Caeiro). Eu não preciso de nada mais, crio uma fantasia qualquer, ameaço uma troca de olhares, acaba em uma conversa sobre dança, fotografia, cultura, livros, cinema...uma troca de elgoios inesperados, ao menos pela minha parte. Eu nunca espero nada, eu não sei o que quero, quem saberá o que elas querem (talvez algum estudante de psicologia mais exaltado tente procurar essa resposta)? São inesperadamente fulminantes, já fui apaixonado por 2 vezes, dessas paixões que vem e vão instantâneamente mas que já são suficiente para não esquecermos. Lembro-me de conselhos de um amigo de meu pai: "Sempre faça tudo o que tenha que ser feito de uma forma apaixonada, apaixone-se sempre!". Cabeça raspada, batom vermelho, tatuagems, camiseta rasgada, vestido florido, roupa de brechó, sapatos inusitados, fotografia e danças, e eu com meus estudos apáticos...Espero que alguma delas também tenham se entusiasmado, que não procuravam apenas um cigarro ou um gole de minha bebida. Que fosse só para isso. Assim já estaria satisfeito em minha sepultura.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
O enxofre
O meu ambiente me fatiga, me limita. Não ouço o que quero, vejo o que me desagrada. Talvez precise fugir de lá, criar um recanto só meu, o meu desespero me cansa. Sou fútil e hipócrita, perdido achando que está se encontrando, mas apenas distancio-me daquilo agradável, que aquece minha essência, infla meus pulmões e agrada minha visão. Sinto-me perdendo tempo (mesmo negando isso a mim e a meus amigos: "Somos tão jovens! Temos tempo ainda para fazer o que quisermos!" - Clichê barato!), já tenho saudade dos meus 19 anos, daquilo que não tive e do que eu pensei que nem existia e me fez enxergar ao menos um pouco mais nítido. Só que eu quero mais que isso! Não me sinto completo, suficientemente íntegro, falta parte de mim, estou atado por uma vontade minha, mas que eu não desejo. Quero fazer arte (e novamente falo isso), e por que não fazer?! Com as palavras, com o cérebro não sou tão bom assim, talvez em outro meio em entre em paz comigo mesmo, não quero virar um neurótico que só pensa e escreve quando se sente desesperado. Eu tento me achar, me buscar, mas meus passos demonstram justamente o contrário, cada vez me enrolo mais com aquilo que tenho quase certeza que não me satisfaz (não me satisfaz). Há tudo de diferente para eu me concentrar, palavras e olhares e tatos a serem trocados, não um ambiente frio e de plástico - isso me fatiga, mais que aflige. Talvez eu canse em demasia (talvez eu fale "talvez" demais), talvez eu devia escrever não sobre o que sinto, racionalizar só me leva ao abismo a psiquê (eu poderia largar tudo e ir estudar isso!). Mas por que não esperar mais uns anos? Eu sempre entro em contradição. É. Acho que é isso mesmo. Uma briga das "instâncias psicológicas", mas não acho uma saída para meu eu. Acho que vou aprender a meditar, a respirar, a sentir o que acontece, às vezes fico cego. Não queria ter escrito muito do que escrevi. Mas foi isso que saiu, e torço para que não saia sempre assim.
sábado, 30 de outubro de 2010
Alça intestinal
Uma escatologia. É disso que precisamos às vezes, pelo menos eu preciso. Pessoas que se fazem de muito limpas e puras, com um superego inviolável e restritivo às palavras. E essas palavras que poucos entendem. Sinto falta daqueles que as entendem. É só falar, ir falando, livre-associação, não há nenhum problema nisso. Comparar o intestino com o cérebro, e suas respectivas saídas, aquelas em contato com o exterior, o qual modificamos sempre. Determinismo. Não há sentido em nada do que disse, há contradição, não há nenhum problema nisso.
sábado, 23 de outubro de 2010
Com as botas
O que uma simples volta não pode causar ao nossos corações?! Uma sala de cinema com poltronas vermelhas, pessoas apaixonantes, um filme qualquer que só você e outras 13 pessoas estão assistindo, em um buraco colorido entre uma Igreja e o Arouche: era um lugar que há muito sabia que existia, mas ao contrário da maioria dos outros eu tinha receio de conhecê-lo sozinho. Não mais o tenho!
Entre uma hora e outra, alguns cigarros, um passeio à pé rasgado, passando por pontilhões, moradores de rua, estudantes efêmeros, um sorvete, e um recanto que poderia passar a vida inteira (antropologia social, arquitetura, psicologia, cinema, literatura), fotos que poderia ter tirado - e vou tirá-las. Amo esse lugar como nenhum outro, apenas canso dele algumas vezes, logo passo e os olhos voltam a enxergar.
Entre uma hora e outra, alguns cigarros, um passeio à pé rasgado, passando por pontilhões, moradores de rua, estudantes efêmeros, um sorvete, e um recanto que poderia passar a vida inteira (antropologia social, arquitetura, psicologia, cinema, literatura), fotos que poderia ter tirado - e vou tirá-las. Amo esse lugar como nenhum outro, apenas canso dele algumas vezes, logo passo e os olhos voltam a enxergar.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Tempo Fundo.
É incrível como nos enrolamos em nós mesmos sem saber para onde vamos, em que buracos vamos cair. Passo a sofrer disso. Passo a gostar de não enteder o que acontece em minha volta, como algo do inconsciente como num sonho. Mas mesmo assim continuo a pensar no amanhã, em atributos que não são meus, e mesmo assim penso. O que eu não gosto. O que gosto, na verdade começo a gostar, é da minha vidinha quase íntima. Talvez não mais esteja gastando minhas fichas com um tempo que não gosto de perder, talvez o que há é que meu tempo passou a valer tempo, já agora consigo respirar mais tranquilamente (mesmo com as canelas e cabeças cansadas).
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Subindo. Paredes.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Consolação, 2423
Não haveria melhor dia (quiçá uma quarta-feira) para escrever sobre o primeiro lugar que me chamou atenção em São Paulo: final da Paulista, Consolação à direita, vermelho, 2423. Lembro-me inclusive do dia, 10 de Fevereiro, o segundo dia do meu diário paulistano, um dia de dúvidas em demasiado, como é bom se sentir totalmente perdido. Como se a minha agulha magnética possuísse vários nortes e eu já percebia que escolhera a direção errada. Mas encontrei o refúgio com cheiro de pipoca. Sempre vazio ou com velhinhos e estudantes, passando a tarde inteira por lá, chegamos a sair e entrar 3 vezes.
Queria ter me lembrado da primeira sessão, mas isso já é muito para mim, não lembro nem como cheguei por lá, lembro que fui sozinho - assim como em todas as outras vezes. Talvez não me recordo porque já era uma rotina, poucas semanas eu não caminhei até pra lá do cemitério da Consolação.
E como a subida era um esforço, o centro me puxando, arranhando-me, não querendo o encontro com o meu abrigo, acho que eram os ciúmes. Ah, e como a descida era reconfortante, já com o Sol do outro lado do mundo, a temperatura amena, o corredor de vento formado, um mar de luzes vermelhas estressadas. E eu com as mãos nos bolsos, assobiando e me imaginando naquela onda produzida alguns instantes antes, ondas de sons, imagens e as luzes vermelhas paradas, que tanto me agradam.
Não sei se ali foi a fonte do meu entusiasmo para com os filmes, utilizando horas de meus dias com eles, esquecendo de tudo (até dos livros, como bom preguiçoso que sou), eram alemães, finlandeses, japoneses, argentinos, brasileiros, cubanos, iraquianos, franceses...Mas com certeza em muito contribuiu para a cinefilia (se bem que não sou o suficiente, adoraria o ser).
Agora há o risco de ser fechado, fico alfito. A perspectiva inicial era de que julho já não mais estaria produzindo tais efeitos. E eu, como um bom pessismista, sempre na expectativa de qual seria meu último filme assistido lá. Talvez não feche ainda. Talvez feche. Talvez reabra. E continuarei a correr às segundas e quartas até lá, todo alegre. Pausando o meu mundo, respirando com as frequências e aromas desejados. Um dia eu consigo.
Queria ter me lembrado da primeira sessão, mas isso já é muito para mim, não lembro nem como cheguei por lá, lembro que fui sozinho - assim como em todas as outras vezes. Talvez não me recordo porque já era uma rotina, poucas semanas eu não caminhei até pra lá do cemitério da Consolação.
E como a subida era um esforço, o centro me puxando, arranhando-me, não querendo o encontro com o meu abrigo, acho que eram os ciúmes. Ah, e como a descida era reconfortante, já com o Sol do outro lado do mundo, a temperatura amena, o corredor de vento formado, um mar de luzes vermelhas estressadas. E eu com as mãos nos bolsos, assobiando e me imaginando naquela onda produzida alguns instantes antes, ondas de sons, imagens e as luzes vermelhas paradas, que tanto me agradam.
Não sei se ali foi a fonte do meu entusiasmo para com os filmes, utilizando horas de meus dias com eles, esquecendo de tudo (até dos livros, como bom preguiçoso que sou), eram alemães, finlandeses, japoneses, argentinos, brasileiros, cubanos, iraquianos, franceses...Mas com certeza em muito contribuiu para a cinefilia (se bem que não sou o suficiente, adoraria o ser).
Agora há o risco de ser fechado, fico alfito. A perspectiva inicial era de que julho já não mais estaria produzindo tais efeitos. E eu, como um bom pessismista, sempre na expectativa de qual seria meu último filme assistido lá. Talvez não feche ainda. Talvez feche. Talvez reabra. E continuarei a correr às segundas e quartas até lá, todo alegre. Pausando o meu mundo, respirando com as frequências e aromas desejados. Um dia eu consigo.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Como queria seguir os meus conselhos
Tenho um certo medo de Los Hermanos. Lembro-me aos 16, não foi legal, foi péssimo. Mas foi bom, a cada vez que passa consigo digerir mais e mais, o problema é que nesse ponto eu só rumino. Tento aprender com essas merdas que ocorrem (não consigo pensar em nem uma outra palavra melhor que "merdas"), mas mesmo assim não consigo, faço conselhos que não entendo, e os repasso. Ontem estava efusivo, ninguém estava, voltei ao normal, péssimo. Lembro de "O Vencedor", de Alberto Caeiro. Vamos ver se da próxima vez em consigo, se bem que a próxima vez já foi e eu não consegui. Sempre caio nas ilusões e expectativas que eu mesmo invento.
"Eu que já não sou assim
muito de ganhar,
junto as mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
só para viver em paz"
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Na Central
Sento-me lá com certa frequência, com meus livros chatos e meu estojo azul, e ele fica me olhando, terno preto, gravata fina, cabelos penteados, seus olhos em mim, mão no queixo. Desconcentro-me facilmente. Abaixo. Continuo minha leitura entediante, princípios e normas esparsas, não absorvo nada desse tempo perdido. Penso. Ele continua me olhando. Como ele passava suas tardes por aqui? Será que escrevendo em um buraco sujo qualquer? Legítimo ele era com seu ópio e absinto no fundo da sala, ignorando os gordos barões falantes, que seus pais continuavam a pagar. Outras épocas. Época quando, na Liberdade, um casarão pegava fogo, fervido durante semanas a princípios ativos variados, na companhia de seus amigos de casaca preta, ainda garoava nessa cidade. Queria ser seu discípulo, talvez voltasse a reinar o sentido que busco. É o único que me agrada, tento sentir sua ânsia, lucidez, começo a entendê-lo melhor que outrora, estou na mesma situação dele. Quiçá ainda vague por aqui e torne a atormentar os estudantes com seu bafo. Acho que não. Há tantos lugares melhores que este para se passar a eternidade. Volto aos meus livros. Livros.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Não quero virar uma vitrola. Aqui não será monotemático!
She's not so special
And now I'm nailed above you, pushing from my side
It's with your sins that you have killed me
Thinking of your sins I die
Thinking how you'd let them touch you
How you'd never realise that I'm ripped
And hang forsaken
Knowing never I will rise again
Now you wish she'd never come back here again
Oh, never come back here again
sábado, 14 de agosto de 2010
Café, leitura, janela.
"A menina escreveu um conto. 'Mas seria muito melhor se você escrevesse um romance', disse a mãe. A menina construiu uma casinha de boneca. 'Seria muito melhor se fosse uma casa de verdade', disse a mãe. A menina fez um pequeno travesseiro para o pai. 'Seria mais útil se fosse uma colcha', disse a mãe. A menina cavou um buraquinho no jardim. 'Seria muito melhor se tivesse cavado um buraco grande', disse a mãe. A menina cavou um buraco grande e foi dormir dentro dele. 'Seria muito melhor se você dormisse para sempre', disse a mãe."
A mãe - Lydia Davis
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Áudio
Na última semana duas músicas estiveram comigo quando pensei em música, talvez não sejam as músicas, mas as letras. Ou melhor, alguns versos das letras. Qual o motivo de não os colocar avulsos eu não sei. Qual o motivo de colocá-los acompanhado disso, eu também não sei.
Como me arrependo do dia 22 do mês de março do ano passado. Como me arrependo. Poderia ter ido sozinho também, sem medo da cidade que hoje me faz bem, dado um jeito, sei lá. Não fui. Só ouço a voz dele das gravações e as letras de um site qualquer de músicas. Ele conseguiu traduzir o que eu sempre sinto nas minhas relações amorosas, parece artificial, até parece que eu ofereço mais do que o outro pode me retribuir (seria a trilha sonora dos escritos durante esses dias). Eu sempre me desgasto mais quando tenho alguém para com quem me preocupar, afligir; sozinho eu me sinto mais leve, mas isso também me desgasta, eu não consigo ver uma alternativa pra mim mesmo.
Como pôde um homem pobre, de um local carente, um sambista escrever aquilo! É um resumo de nossas vidas, nossos sonhos vão sendo deixados para trás, não quero isso pra mim, quero continuar fiel a mim mesmo, ao que eu sinto, falar quando preciso, ficar quieto na maioria das vezes. Ele viu um moinho, eu sei que existe, mas não quero acreditar, é a minha ingenuidade, aos 19 anos ainda tenho esperança em mim. É a fé que um dia em comentei com alguém. Essa fé eu tenho, mesmo não achando meus sonhos tão mesquinhos assim, mas sei que essa parte foi escrito para o outro.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Ingrato
Será que exijo demais das outras pessoas?! Eu sei que não podemos esperar dos outros aquilo que fazemos a elas. Eu sei. Mas no caso, será que é só gratidão que restou?! Tudo bem, estou exigindo demais. Talvez eu tenha me aprofundado demais na relação, e só eu. Como sempre faço, são as malditas expectativas criadas demasiadamente por mim, mas insisto em aconselhar meus amigos a não as criarem. Eu não sigo meu próprio conselho. Talvez eu estou atacado pelo outro mal que me cerca: ânsia. Pode ser que haja o que eu espero, com certeza não na mesma medida, mas pode ser que ainda exista. Será que eu achar isso não faz parte do meu primeiro defeito: expectativa?! Não sei ao certo.
A gratidão é ótima, eu também sou grato. Eu só queria um pouco mais do que isso, voltamos ao início.
domingo, 25 de julho de 2010
Não me dou bem com músculos
Finalmente encontro um momento para a reflexão. O mais estranho é que só a fazemos quando surge algum imprevisto. Serão algumas palavras jogadas, não tenho coesão, logo lembro-me das aulas de redação, quiçá sou muito apegado a normas. É. É isso. Faço-me de um liberal, daquele tipo que gosta de fugir de alguns conceitos, talvez sou quando estou só, ou quando esses conceitos não me afetam. Era pra ser minha última noite aqui, e foi. E volto feliz, uma felicidade me cerca, e esbravejo comigo mesmo, não era pra eu estar assim era pra estar revoltado, puto!, "na bad" como carinhosamente eu e meus amigos tanto gostamos de falar, e não sei porque tentamos evitar que alguns de nós adentre. O que será que vai acontecer com a gente? Aonde foi parar aquele grupo que passava noites vendo e discutindo filmes, livros, idéias, bebericando nos seus copos de plástico um líquido colorido qualquer? A culpa é minha. Queria que voltássemos ao início, quando cada um não havia escolhido o seu caminho, e como esconderijo refugiávamos em nós mesmos, quatro pessoas semelhantes, eu me vejo em cada uma delas, às vezes penso que eu próprio já não sou, via-me e sentia dividido em três: os cabelos enrolados, um carro aonde me sinto incrivelmente bem, o meu refúgio particular, as canções compartilhadas, os sorrisos sinceros (que eu agora já sinto falta), as mágoas que nos causamos, o que eu aprendi, as pessoas com as quais mais me identifico, repito: não sou uma, sou dividido em três. Não acredito em fatalismo, não há destino, predestinação, os fatos simplesmente acontecem e apenas parece que podemos interferir, não podemos; são produtos da nossa essência (independentemente do que venha a ser isso), não escolhemos nada, a abrangência pertencente ao saudoso livre-arbítrio é ínfima, ele não existe, é inventado. Acho que tenho a resposta: continuaremos a existir, torço para que os nossos planos incompreensíveis continuem intactos e possamos nos explorar além do pouco que nos conhecemos. São meus espelhos, vidros translúcidos pelos quais me vejo, apesar da sensação de desconhecimento. É isso, pensamentos jogados.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Ânsia
Queria continuar tentando explorar-me, mas perdi de mim o que deveria ser expurgado. Talvez uma noite a mais faça alguma diferença.
Primeiras Impressões
Até o título é um deles. Não consegui pensar em nada melhor, talvez falta-me um esforço. Farei disso um diário, mas acho que é justamente esse o sentido dele. Será um exercício de psicanálise recomendado pela minha analista, ou por uma amiga - não sei ao certo.
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