sábado, 30 de outubro de 2010
Alça intestinal
Uma escatologia. É disso que precisamos às vezes, pelo menos eu preciso. Pessoas que se fazem de muito limpas e puras, com um superego inviolável e restritivo às palavras. E essas palavras que poucos entendem. Sinto falta daqueles que as entendem. É só falar, ir falando, livre-associação, não há nenhum problema nisso. Comparar o intestino com o cérebro, e suas respectivas saídas, aquelas em contato com o exterior, o qual modificamos sempre. Determinismo. Não há sentido em nada do que disse, há contradição, não há nenhum problema nisso.
sábado, 23 de outubro de 2010
Com as botas
O que uma simples volta não pode causar ao nossos corações?! Uma sala de cinema com poltronas vermelhas, pessoas apaixonantes, um filme qualquer que só você e outras 13 pessoas estão assistindo, em um buraco colorido entre uma Igreja e o Arouche: era um lugar que há muito sabia que existia, mas ao contrário da maioria dos outros eu tinha receio de conhecê-lo sozinho. Não mais o tenho!
Entre uma hora e outra, alguns cigarros, um passeio à pé rasgado, passando por pontilhões, moradores de rua, estudantes efêmeros, um sorvete, e um recanto que poderia passar a vida inteira (antropologia social, arquitetura, psicologia, cinema, literatura), fotos que poderia ter tirado - e vou tirá-las. Amo esse lugar como nenhum outro, apenas canso dele algumas vezes, logo passo e os olhos voltam a enxergar.
Entre uma hora e outra, alguns cigarros, um passeio à pé rasgado, passando por pontilhões, moradores de rua, estudantes efêmeros, um sorvete, e um recanto que poderia passar a vida inteira (antropologia social, arquitetura, psicologia, cinema, literatura), fotos que poderia ter tirado - e vou tirá-las. Amo esse lugar como nenhum outro, apenas canso dele algumas vezes, logo passo e os olhos voltam a enxergar.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Tempo Fundo.
É incrível como nos enrolamos em nós mesmos sem saber para onde vamos, em que buracos vamos cair. Passo a sofrer disso. Passo a gostar de não enteder o que acontece em minha volta, como algo do inconsciente como num sonho. Mas mesmo assim continuo a pensar no amanhã, em atributos que não são meus, e mesmo assim penso. O que eu não gosto. O que gosto, na verdade começo a gostar, é da minha vidinha quase íntima. Talvez não mais esteja gastando minhas fichas com um tempo que não gosto de perder, talvez o que há é que meu tempo passou a valer tempo, já agora consigo respirar mais tranquilamente (mesmo com as canelas e cabeças cansadas).
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